O Retorno de Rafe Mackade - Nora Roberts
“O Retorno de Rafe MacKade” é o primeiro livro da série e já chega com aquele clima de cidade pequena onde tudo vira assunto. A história acompanha Rafe, o segundo dos irmãos MacKade, que anos atrás foi embora depois da morte dos pais, sem muita perspectiva. Todo mundo achava que ele ia acabar se metendo em problemas sérios… mas ele faz exatamente o contrário: constrói uma carreira de sucesso na cidade grande e volta rico, dono de uma construtora e com outra postura.
Só que voltar pra Antietam não é tão simples assim. Além de lidar com o passado e com a fama que deixou pra trás, ele se envolve rapidamente com Regan, uma mulher independente que tem uma loja de antiguidades e também carrega suas próprias questões. Regan cresceu vendo a dependência emocional da mãe e decidiu que nunca seria assim — então ela faz questão de provar o tempo todo que não precisa de ninguém.
O romance dos dois é cheio de tensão desde o começo. Rafe vai atrás dela sem muita sutileza, enquanto Regan resiste, tenta manter distância… mas claramente se envolve. A relação vai se construindo aos poucos, muito mais pelas atitudes do que pelas palavras — e aí que mora um dos problemas. Como os pensamentos dos dois não são tão explorados, várias coisas ficam implícitas, e o leitor acaba demorando mais pra entender o que eles estão sentindo de verdade.
Além do romance, a história traz outros elementos interessantes. Tem toda a dinâmica com os irmãos MacKade (que já dá um gostinho das próximas histórias), um plot secundário envolvendo outros personagens da cidade, e até uma mansão com um ar meio misterioso e um toque sobrenatural que adiciona uma atmosfera diferente ao livro.
Mesmo com tudo isso, o casal principal pode não conquistar todo mundo. Rafe, apesar de ter aquele perfil de herói forte e protetor, às vezes parece mais agressivo e “machão” do que deveria, especialmente pra um romance contemporâneo. Já a Regan, embora interessante, pode soar dura ou até irritante em alguns momentos. A química entre os dois existe, mas é mais sutil — e nem sempre suficiente pra segurar o envolvimento emocional.

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