Série: Manhã de Inverno 5/8
Essa história tem uma proposta que, à primeira vista, conquista fácil: Margareth "Meg" Talbot abre mão da própria carreira para cuidar do filho da irmã, o que já traz uma carga emocional forte logo de início. A mudança para uma cidade pequena e o novo trabalho como professora de artes criam aquele clima aconchegante típico de romances mais leves. E quando ela cruza olhares com Rob no elevador — aquele clássico encontro inicial cheio de faísca — a gente já imagina o rumo da história.
O mocinho também tem seu charme: alguém que no passado sacrificou os próprios sonhos para cuidar dos irmãos, o que naturalmente cria uma conexão com a realidade da Meg. Aliás, os irmãos MacLachlan roubam várias cenas — são carismáticos, intrometidos e claramente determinados a juntar o casal, o que rende momentos divertidos e fofos.
Mas nem tudo funciona tão bem assim. Conforme a trama avança, a construção da Meg começa a incomodar. A dedicação dela ao filho é compreensível, mas chega um ponto em que ela parece se anular completamente, primeiro por ele e depois pelo próprio Rob. Fica aquela sensação de que ela vai deixando suas vontades de lado com facilidade demais, o que pode frustrar quem espera uma protagonista mais firme.
O romance, que tinha tudo para ser envolvente, acaba se complicando sem muita necessidade. Existe uma certa enrolação — os dois claramente se gostam, mas resistem ao óbvio por tempo demais. Isso deixa a história meio confusa em alguns momentos, ao mesmo tempo em que tenta ser super doce, quase “açucarada” demais.
No fim, é uma leitura que divide opiniões: tem personagens secundários cativantes e uma base emocional interessante, mas peca no desenvolvimento do casal principal e nas decisões da protagonista. Ainda assim, para quem gosta de histórias leves, com clima de cidade pequena e uma boa dose de drama romântico, pode valer a pena — principalmente pelos adoráveis MacLachlan
